Leilão de internet 5G – impacto para o desenvolvimento tecnológico.

Inicialmente previsto para ser lançado em meados de 2020 e com a promessa de se tornar o maior investimento de tecnologia por licitação na área da telecomunicação no Brasil, o leilão para rede de internet 5G precisou ser adiado por motivo da crise mundial na saúde, ocasionado pela COVID-19. Agora finalmente a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estipulou as regras para que ocorra o lançamento da tecnologia no Brasil. O evento já passou pela aprovação do TCU (Tribunal de Contas da União) e nesta circunstância a previsão é de que a licitação aconteça ainda em outubro de 2021.

Os valores arrecadados em leilão serão destinados a infraestrutura e, consequentemente ao aprimoramento da rede de internet.


Vale ressaltar, que o objetivo é agregar maior alcance de conexão com uma cobertura mais ampla e eficiente ao seus usuários futuros com maior transferência de dados e nível mais amplo de conexões simultâneas, melhorando também a conexão em algumas cidades situadas no interior, em que as conexões são precárias, além de tais investimentos se estenderem à infraestrutura de conexões nas estradas para que não haja oscilações na rede e, o usuário não fique “na mão” durante a viagem.


Por todos estes motivos, os valores arrecadados através do leilão 5G no Brasil não serão totalmente destinado aos cofres público classificando assim o leilão como não arrecadatório.

No leilão serão ofertadas quatro faixas de frequência: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz, divididas em lotes nacionais e regionais. Para cada uma das quatro faixas existem pré-requisitos que deverão ser cumpridos pelas empresas participantes vencedoras do leilão. Dois desses requisitos é  oferta de sinal em rodovias consideradas estratégicas, a inclusão de internet de qualidade em escolas públicas de educação básica.

Foto divulgação: BBC

A Anatel estima um investimento de R$ 33 bilhões a R$ 35 bilhões, os custos de contrapartida incluem R$ 2,6 bilhões para conexão em estradas; R$ 2,5 bilhões em infraestrutura de fibra óptica backbone; R$ 1,5 bilhão para conexão de fibra na região Norte; e R$ 1 bilhão para rede privada móvel.

Um estudo realizado pela Nokia, empresa finlandesa de telecomunicações e tecnologia prevê um impacto de US$ 1,2 trilhão no período que decorre de 2021 até 2035. O que representaria o volume de um ponto percentual por ano no PIB brasileiro, o que poderia ser considerado um motor para a economia e o desenvolvimento para o país pós pandemia, o estudo prevê também que muitos setores serão positivamente afetados neste período de 15 anos, como tecnologia da informação, manufatura e o varejo.

Muitos especialistas afirmam que, em comparação com a rede 4G, em que a conexão média é de 33Mbps, a quinta geração é de 50 a 100 vezes mais veloz. Isso proporcionará uma revolução na comunicação dedados acelerando as principais transformações como IoT, por exemplo.

Comparação de velocidade entre a rede 4G e 5G:

Foto divulgação: Estadão

Contudo é importante ressaltar que é um longo processo a ser vencido, nos próximos anos a internet 4G ainda será a rede mais utilizada pelos brasileiros. visto que, será necessário preparar uma grande infraestrutura para o tráfego de dados da rede 5G.

Sobre Janaina Valim 3 Artigos
Uma economista se aventurando no mundo da tecnologia, fascinada em aprender e descobrir coisas novas.

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